Um e-Portefólio para Media Digitais e Socialização - Mestrado em Comunicação Educacional Multimedia da Universidade Aberta 2009 - Docentes: Lúcia Amante e Maria João Silva

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

 

Com este post irei elaborar uma breve reflexão crítica relativamente à minha prestação nesta Unidade Curricular "Media Digitais e Socialização".

 

Posso afirmar que esta  representou para mim uma das mais interessantes e importantes disciplinas deste mestrado. Na qualidade de professora tenho utilizado frequentemente as novas tecnologias ao longo da minha carreira profissional, quer no sentido de me auto-motivar, quer no intuito de envolver os alunos activamente na aprendizagem. Contudo, na sequência do que aqui foi abordado, constatei que pouco sabia e muito desconhecia do que realmente existe relativamente às ferramentas da web.  :)

 

 Esta disciplina permitiu-me evoluir, progredir e aperfeiçoar-me gradualmente, fornecendo-me bagagem de conceitos e consciencializando-me sobretudo da necessidade de uma constante actualização com as novas tecnologias.

 

 Assumo-me imigrante digital, não obstante desde muito jovem, "manipular" e "brincar" com os aparelhos digitais já que sempre me senti muito atraída pelas inovações e parafernália tecnológica (vídeos, CDs, computadores, telemóveis, jogos, etc...), pelo que tive desde logo um carinho especial pela disciplina de MDS.

Aqui também cresci e aprendi, nesta comunidade em que todos os membros colaboraram e construiram a aprendizagem e o conhecimento.

Em contexto de trabalho de grupo, partilhámos, reflectimos e analisámos os textos, existindo sempre grande cooperação e espírito de entreajuda entre todos, o que penso ter sido fomentado pela motivação intrínseca, curiosidade e interesse sugeridos pelas temáticas abordadas.

Como resultado deste trabalho, obtivemos trabalhos com bastante qualidade. Nos fóruns de discussão também ficaram patentes o espírito crítico, a opinião fundamentada, a partilha de experiências, a exploração de novas vertentes de um mesmo ponto de vista, ou a análise de diferentes vistas de um ponto.

Considero que a metodologia usada em MDS permitiu que se partilhasse o conhecimento de forma a conferir significado à aprendizagem.

Em suma, julgo poder concluir que o balanço final é muito positivo estando todos de parabéns.

Um especial obrigado à professora Maria João que soube sempre manter a chama  da motivação.

publicado por digi_portefolio às 18:02

Sábado, 20 de Junho de 2009

Proposta de actividade:

 

Grelha de Análise de Sites Sociais de Jovens

Objectivo: Identificar as marcas identitárias da adolescência em sites sociais de jovens.

Competências: Construção de uma grelha de análise de marcas identitárias em sites sociais de jovens. Análise de um site social de jovens, tendo por base a grelha construída.

O que fazer?

1º) Constituição livre de grupos (4 elementos);

2º) Construção da grelha de análise de sites sociais de jovens e escolha do site a analisar (Hi5, Facebook, MySpace, entre outros);

3º) Testagem por cada grupo da grelha definida, no site proposto para análise e elaboração de um pequeno texto de conclusões (1/2 páginas) no Fórum 4, até ao dia 31 de Maio;

4º) Discussão conjunta no Fórum 4 das análises realizadas, entre os dias 01 e 12 de Junho.

 

Em primeiro lugar gostaria de felicitar todos os grupos que levaram a bom porto o desafio lançado pela professora. As análises e conclusões tiradas revelaram-se muito interessantes, não obstante disporem apenas de uma pequena amostragem de páginas pessoais.

No entanto, da análise conjunta de todos os trabalhos pudemos chegar a conclusões que permitem destacar algumas marcas identitárias presentes nos sites sociais objecto de estudo e que encontram confirmação nos textos previamente estudados.

Os perfis que os jovens criam e onde colocam fotos, vídeos, músicas e outras informações pessoais, mostram claramente a necessidade que estes sentem em se exaltarem perante os pares e, por outro lado, em receberem feedback constante. É frequente solicitarem visitas e comentários aos seus próprios perfis, o que confirma aquela necessidade de validação e aceitação.

Coleccionar amigos parece ser igualmente um passatempo indispensável para os adolescentes, ouvindo-se muitas observações do género “ já tenho 534 amigos no Hi5, e tu?” A própria definição do programa permite o entrosamento dos utilizadores noutros perfis de amigos, sendo facilitada a sua multiplicação.

Os comentários recebidos não são proporcionais ao número de amigos que possuem, relacionando-se mais com as fotos apresentadas (em poses estudadas e pouco espontâneas) e com alguns eventos pontuais ocorridos no seio do grupo de amigos offline.

A apresentação das páginas pessoais também mereceu observações que marcam as diferenças entre géneros , nomeadamente no que diz respeito à utilização das cores e dos conteúdos disponibilizados.

As meninas recorrem mais às cores vivas, com motivos alegres e tipicamente de cariz feminino. Os rapazes preferem um estilo mais duro e sóbrio, optando pelas tonalidades escuras e frias. A linguagem (netspeak) surge muito misturada com as emoticons, não indo muito além de banalidades e conversas futéis. Parece não ser preocupação dominante escrever com alguma correcção e cuidado, antes pelo contrário. Não é raro o uso do calão, da gíria e até do insulto.

A exposição de fotos e imagens de forma indiscriminada foi uma das preocupações aqui manifestadas e da qual partilho, pois consideramos que a net é um espaço aberto a todos, inclusive a invasores de índole diversa, que poderão entrar, insinuar-se muitas vezes de forma dissimulada e invadir espaços, primeiro online, depois saltando para a RL, onde infelizmente se conhecem muitos casos em que muitas “presas” são apanhadas nas malhas desses predadores ignóbeis.

Não posso deixar de terminar, reiterando a convicção de que existem efectivamente muitos factores que motivam o uso e recurso a estas redes sociais e que estas constituem importantes meios de socialização e incremento da auto-estima dos adolescentes, bem como da formação da sua identidade. Contudo, à semelhança do que já aqui foi referido, considero urgente uma intervenção regrada a nível da utilização destes meios, alertando, (in)formando, acompanhando e ajustando atitudes e posturas face aos mesmos.

 

Mensagem postada em: 13-06-2009

 

(...)

Como o Paulo afirmou "A função dos sites sociais é manter uma comunicação permanente entre os jovens , com o estabelecimento de uma rede de relacionamentos." Adoptado que foi o provérbio "amigo de meu amigo, meu amigo será", o número de amigos é um dado importante e que confere "status" ao utilizador. Isto impossibilita o uso de uma linguagem mais reflectida ou o tratamento de qualquer assunto de um modo mais profundo, porque exige eficácia e rapidez na interacção. Também pode explicar a esmagadora maioria de interacções positivas observadas.

Tudo isto é um reflexo do modo como a tecnologia nos influencia. Lembro que há duas ou três décadas falava-se no discurso telefónico: por influência da utilização do telefone as pessoas usavam frases curtas, bem mais perceptíveis numa comunicação à distância, na sua vivência normal. A comunicação em redes sociais faz-se adaptada a estes meios. No processo, a própria mentalidade dos jovens, está seguramente a modificar-se. Quando pensamos na leitura, muitos jovens deixaram pura e simplesmente de ler (eles próprios o afirmam) fora do ambiente escolar, embora tenham conhecimentos mais profundos e extensos sobre os assuntos que lhes interessam, que a geração anterior na sua idade, devido à utilização dos media digitais.

É pertinente a interrogação sobre a possibilidade de utilização destas redes pelos educadores, o que irá acontecer, em termos gerais e num futuro não muito distante. Não nos podemos esquecer que esta revolução está no início e a começar a acelerar.

Um abraço

JPC

P.S. Têm o vosso perfil actualizado? sorriso

 

Mensagem postada por João Paulo Curto em:12-06-2009

 

Razões da escolha:

No que diz respeito ao primeiro post, considerei que o mesmo contem uma boa súmula de todas as análises efectuadas aos sites que foram objecto de estudo de todos os grupos de trabalho, para além de não ter esquecido de mencionar a importância da informação e da segurança inerentes a este tipo de sites.

Desta feita, foram destacadas algumas marcas identitárias presentes nos sites sociais (Hi5, Orkut) e que encontram confirmação nos textos previamente estudados.

Quanto ao post do colega João Paulo, este aborda esta temática sob o ponto de vista sociológico, reflectindo acerca das implicações deste tipo de sites e dos media digitais na vida social e na comunicação entre as pessoas.

 

Reflexão sobre a actividade:

A partir da construção de uma grelha de análise de marcas identitárias em sites sociais de jovens, os grupos musicais analisaram um site social, tendo por base a grelha construída. Considerei uma actividade bastante interessante, na medida em que nos permitiu fazer uma pequena reflexão sobre os novos interesses sociais dos jovens. Ao possibilitar múltiplas formas de interactividade e de comunicação, estes mantêm e reforçam igualmente os relacionamentos pré-existentes offline e também abrem espaço para o jogo de construção de múltiplas identidades.

Por outro lado,  estes sites possibilitam a expansão das redes de relacionamento com pessoas anteriormente desconhecidas, assim como o esbatimento das fronteiras entre os mundos offline e online.

 

Foi curioso constatar que também estes sites sociais são paragens dos imigrantes digitais. Para estes, o Hi5, é também uma partilha de espaço e ideias. Dos vários sites visionados, existem também muitos imigrantes digitais, na sua maioria pessoas com idades superiores aos 30 anos.

 

Eis o trabalho do Grupo Hip-Hop.

Para visualizar clique aqui.

 

sinto-me:
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publicado por digi_portefolio às 19:50

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

 

Proposta de actividade:

Actividades Sociais e Desenvolvimento da Identidade nos Jovens

Objectivo: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.

Competências: Analisar e discutir o papel dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.

O que fazer?

1º) Constituição livre dos grupos de trabalho (máximo de 4 elementos);

2º) Escolha por cada grupo do texto a trabalhar;

3º) Leitura e elaboração de uma síntese do texto;

4º) Apresentação no Fórum A3 das sínteses efectuadas até ao dia 03 de Maio;

5º) Discussão conjunta das sínteses apresentadas pelos diversos grupos, entre os dias 04 e 13 de Maio.

 

Os ambientes online, mais concretamente os sites, blogs e páginas pessoais criados pelos adolescentes parecem ter alguns objectivos que inconsciente ou deliberadamente traduzem :

-          uma necessidade dos jovens desempenharem diferentes papéis (identidades) num espaço menos « arriscado », lidando com os desafios da formação da identidade normal na fase da adolescência ;

-          a expressão de sentimentos, emoções, sensações, proporcionando-lhes alguma estabilidade psicológica muito importante neste momento de mudança, facilitando ainda o desenvolvimento de diferentes tipos de crescimento pessoal que fazem parte do processo de formação da identidade;

-          não só uma apropriação e integração de símbolos culturais dos jovens, representando também sinais do seu eu;

-          identidades imaginadas e ou reconstituídas visualmente e publicadas para si e para os outros, a partir do espaço privado do seu quarto ou de outros ambientes pessoais;

-          exercícios de reflexão e introspecção fomentados pela partilha dos seus interesses, modos de ser e valores que elegem. Ao solicitarem e receberem um feedback dos seus pares os jovens são conduzidos a reformulações e negociações da sua própria imagem criando representações de si próprios que querem e gostam que os outros vejam. Esta avaliação interna e a externa contribui para o incremento da sua auto-estima e, por conseguinte à estruturação e definição do processo de identidade nas suas dimensões sociais, afectivas, íntimas e psicológicas.
 
Comentário postado no fórum a3 em 13-05-2009

 

 

 

sinto-me: hottie
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publicado por digi_portefolio às 21:40

 

 

Num mundo cada vez mais dominado pelos media e assustadoramente diminuído nos espaços físicos e sociais offline e paradoxalmente crescendo em interacções mediadas por interfaces electrónicas assaltam-nos por vezes sentimentos de dúvida e inquietação em relação ao futuro.

 

Se por um lado estas ferramentas trouxeram inúmeras vantagens, pois passámos a resolver certas coisas mais rapidamente, por outro o uso excessivo das mesmas pode revelar-se nefasto para a “saúde social” e até mental das gerações vindouras.  

 

Leonardo Fuhrmann  define um pouco esta nova adolescência da “idade media”: “A juventude de hoje não se tranca no quarto para se isolar do mundo. Ao contrário, é lá que está a parafernália com a qual ela passa horas ligadíssima”.

 

Em todas as fases de transição ou novidade são normais estas preocupações, pois são momentos que requerem reflexão, estratégia e ajuste e penso que os agentes mais responsáveis (pais, professores, educadores…) devem ter o discernimento e bom senso necessários para fazer a ponte, alertando, doseando e intervindo de forma oportuna, evitando e contornando as resistências, negações e outros constrangimentos que inevitavelmente terão que enfrentar por parte dos jovens.

 

 

Comentário postado no a3 no dia 13-05-2009

 

sinto-me: Me liga vai!
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publicado por digi_portefolio às 21:01

Domingo, 10 de Maio de 2009

 

 A leitura deste artigo sobre redes sociais permitiu-me cruzar informação com outras pesquisas previamente realizadas no âmbito desta disciplina. Apesar de uma certa distância pessoal que tenho vindo a manter face a esta realidade, é para mim notório, enquanto professor, que os adolescentes encontram nestas aplicações um espaço de socialização privilegiado. Aliás esta síntese aborda questões fundamentais sobre o papel das redes sociais enquanto espaços públicos de interacção e socialização. Fóruns de criação de regras e normas sociais, nos quais os adolescentes tentam definir a sua identidade, testar as suas capacidades e defender os seus pontos de vista, desbravando caminho na procura do seu papel na sociedade adulta que anseiam almejar. Como refere a síntese, através da experimentação, da dialéctica tentativa-erro e da necessária validação perante os outros, como tantas vezes referimos ao longo desta disciplina.
As redes sociais ou SNS (Social Network Sites) vêm atraindo progressivamente milhões de utilizadores, em especial os adolescentes pois possuem, de uma forma geral, um conjunto de pressupostos que facilitam e exponenciam o processo de comunicação e socialização. Essa redes permitem que o adolescente construa o seu próprio perfil, seja este público ou semi-público no qual plasma a sua identidade, ou como refere (Sundén, 2003, p. 3) no qual "type oneself into being". Nestas redes o adolescente vai desenvolvendo uma lista de amigos, utilizadores com quem estabelece contactos, e com os quais comunica e interage.
Uma questão que achei interessante como reflexão sociológica consiste no seguinte paradoxo:
Apesar de estas redes terem sido desenhadas para serem acedidas de uma forma universal e por um público heterogéneo, é comum encontrar uma estratificação por grupos fragmentada em níveis de nacionalidade, linguagem, idade, nível educacional, etc. Esta observação permite concluir que apesar do palco global e do discurso de diversidade e multiculturalismo promovido pela utilização da novas tecnologias, a verdade é que as redes virtuais de socialização plasmam e concretizam as mesmas diferenças que são perceptíveis na sociedade no que à socialização diz respeito.
 

Post  por Pedro Coelho do Amaral

 

Razões da escolha:

Escolhi três posts, dois meus e um do colega Pedro Amaral, pois achei que só com esta trilogia :) conseguia compor o ramalhete deste tema tão interessante:  MEDIA DIGITAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL.

O primeiro (Os jovens e as páginas pessoais) apresenta um resumo dos objectivos de criação dos sites, blogs e páginas pessoais pelos adolescentes.

No segundo (Produzindo sites, explorando identidades) postado por mim, elaborei uma pequena reflexão crítica acerca do uso destes sites e dos perigos inerentes aos mesmos.

O último comentário o qual intitulei "Por que é que os jovens adoram as redes sociais", e que se refere à tradução e resumo realizados pelo meu grupo, apresenta-se um cruzamento de informação do tema actual com os assuntos abordados em temas anteriores, o que me permite relacionar e melhor compreender as diferentes variáveis das temáticas estudadas.

  

Reflexão sobre a actividade:

O nosso grupo de trabalho constituído por quatro pessoas procedeu à divisão do artigo atribuindo-se uma parte a cada um dos membros para tradução e resumo. Após o trabalho individual, e em reunião síncrona no chat do Messenger, fizemos uma súmula de todo o artigo e discutimos pormenores de apresentação e formatação do mesmo. Apesar das horas tardias em que decorriam as reuniões, senti que existiu cooperação e espírito de entreajuda, saindo de mais esta tarefa com a sensação inequívoca do dever cumprido.

Bem-hajam os que labutam, porque deles será o reino das boas notas! ;)

 

sinto-me: social
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publicado por digi_portefolio às 00:26

Sábado, 09 de Maio de 2009

 

 

Pela leitura do resumo, foi interessante perceber que quer os telemóveis, quer os próprios quartos dos jovens são extensões ou projecções de si mesmos, segundo as conclusões do estudo. Quando associamos estes resultados ao que se passou na escola do Porto onde uma aluna, numa tentativa insana de arrancar o telemóvel das mãos da professora, a agrediu deixando o seu acto de loucura adolescente registado para sempre na net, compreendemos em certa medida as "implicações das tecnologias na construção progressiva (bricolage) das identidades individuais e sociais".

De facto, é de maneira muito fácil e rápida que se disponibilizam e copiam dados e estes podem ser replicados numa dimensão virtualmente infinita. E à medida que a interface das ferramentas, serviços ou programas necessários é desenvolvida, as dificuldades técnicas vão diminuindo.

 

Um telemóvel é já um computador e a grande maioria dos jovens possui um. Neste âmbito, o sentido de responsabilidade e as noções de privacidade e difamação tornam-se instrumentos indispensáveis e o que acontecimentos como estes nos mostram é que os jovens os desconhecem.
 
Comentário postado no fórum a3 no dia 09 de Maio de 2009
sinto-me: Good
publicado por digi_portefolio às 20:37

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

 

Proposta de actividade:

Objectivo: Objectivo: Identificar as características e discutir o processo de construção de identidade na adolescência.

Competências: Analisar o processo de construção da identidade durante o período da adolescência.

O que fazer?

1º) Leitura individual e elaboração de uma síntese dos textos disponibilizados, até ao dia 05 de Abril;

2º) Discussão dos textos trabalhados no Fórum 2, moderado pelo Professor, entre os dias 06 e 17 de Abril.
 

1º) Leitura individual e elaboração de uma síntese dos textos disponibilizados, até ao dia 05 de Abril;

2º) Discussão dos textos trabalhados no Fórum 2, moderado pelo Professor, entre os dias 06 e 17 de Abril.

 

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A construção da Identidade Pessoal é vista como a tarefa mais importante da adolescência. Para Erikson construir uma identidade é definir quem se é, quais são os seus valores e quais as direcções que desejam seguir pela vida (valores, metas e crenças). Esta formação será influenciada por factores intrapessoais (capacidades inatas e características adquiridas), interpessoais (identificação com outras pessoas) e culturais (valores sociais a que se está exposto).

Assim ao construírem Páginas pessoais (PP) e/ou Blogs os adolescentes podem ganhar sentimentos de realização pessoal e de auto-estima, com o conseguirem fazer.

Utilizam o computador para se exprimirem, para se darem a conhecer ou mesmo criar identidades muito distintas das reais (desenvolvendo também a criatividade apesar de todos os perigos inerentes da construção de identidades diferentes das reais) e através destas ferramentas podem escrever sobre assuntos que pessoalmente se sentiriam mais constrangidos ou mesmo impedidos de o fazerem, pois se assim o pretenderem podem sempre manter o anonimato. Sentem-se mais seguros. Podem expressar-se sem terem de olhar nos olhos dos seus interlocutores superando assim, questões sociais tais como a timidez.

Como tudo na vida convém que haja um equilíbrio, que esta utilização do Mundo Virtual não se sobreponha ao Mundo Real. Que não percam capacidades de interacções pessoais, que consigam desenvolver capacidades de relacionamentos pessoais, capacidades essas tão importantes na vida adulta, tanto sociais como profissionais. Que não se fechem no Mundo Virtual.

Post por: Sandra Sousa

 
sinto-me:
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publicado por digi_portefolio às 22:06

 

 

A propósito da afirmação da Maria, “…o controlo que conseguem obter sobre a sua apresentação pessoal é maior do que no mundo offline”, penso que o jovem terá mais controlo sobre a sua vida online, decerto, mas os perigos que dela espreitam são inúmeros e poderão saltar para a vida offline enredando-o em teias perigosas (predadores sexuais e outras ameaças). Para estas realidades alertam os autores dos artigos apresentados.

 

Como educadores temos que tomar também uma posição e fazer chegar a informação destes alertas, não só às crianças e jovens que temos, mas também aos próprios pais que têm aqui um papel muito importante: o de prevenção.
 

Infelizmente, os pais cada vez mais delegam na escola as responsabilidades da educação e formação dos seus educandos. O tempo que dedicam aos seus filhos é parco,muitas vezes, não porque assim o desejem, mas porque as responsabilidades profissionais assim o exigem. Disto todos temos consciência.

Na minha opinião, o segredo está na moderação, no meio-termo. O tempo que os jovens passam em frente ao ecrã do computador parece-me excessivo, tornando-se viciante. Navegar na Internet indisciplinadamente, jogar jogos intermináveis são excessos que devem ser evitados e controlados por quem priva de perto com esses jovens.
 

 

A “era digital” é um paradoxo, pois tanto nos pode trazer inegáveis benefícios, como exige muita capacidade de processamento e compreensão da informação. E essa capacidade de triagem pode e deve ser treinada desde cedo.
 
Comentário postado no Fórum no dia 11/04/2009
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publicado por digi_portefolio às 22:00

 

Tema do Fórum: O processo de construção da identidade e os blogues

Concluídas as leituras dos dois artigos obrigatórios e o complementar, cumpre-me agora fazer algumas considerações que julgo pertinentes.

 

Nas interacções do quotidiano, transmitimos muito do que somos aos outros, usando o nosso corpo, já que com ele veiculamos informação sobre nós, através dos gestos, do vestuário que usamos, do discurso e das expressões faciais. É com ele que pretendemos mostrar quem somos. Contudo, por vezes estas impressões que tentamos transmitir nem sempre são bem interpretadas. 
 
É com a experiência e em contextos diferenciados que vamos aprendendo como agir e gerir os comportamentos pessoais e interpessoais. A moldagem do carácter e as competências comportamentais vão-se criando e desenvolvendo (tem a ver também com factores culturais), mas é com o amadurecer do indivíduo que este processo se refina.

 

Em contextos mediatizados, os corpos não estão imediatamente visíveis, e as competências que as pessoas necessitam para interpretar as situações são diferentes. O acto de articulação (texto), juntamente com imagens, áudio e vídeo contribui decisivamente para a transmissão de informação e principalmente para o desenvolvimento da imagem e da presença virtual.

 

Através dos blogs e outras páginas pessoais, como o Hi5 e o MySpace, os jovens revelam aspectos da sua identidade para os outros lerem e interpretarem. Eles constroem os seus perfis, muitas vezes com detalhes íntimos, em primeiro lugar para que os amigos offline os vejam. Esta é a sua primeira audiência: colegas da escola, do trabalho, das equipas desportivas a que pertencem, etc. A aceitação no grupo é, como sabemos, muito importante na fase da adolescência em que as alterações corporais são muitas, por isso, a consolidação de uma imagem credível é fundamental na formação da sua identidade e do reforço da sua auto-estima.
 

 

Comentário postado  no Fórum a 10/04/2009

 

Razões da escolha:
Escolhi os  posts anteriores por considerá-los pertinentes no âmbito da discussão que se gerou no fórum em torno do tema principal: Discussão do Processo de Construção da Identidade na Adolescência.
Resumem as principais ideias defendidas por Erikson, em que nos diz que o sentimento de identidade é o sentimento intrínseco de ser o mesmo ao longo da vida, atravessando mudanças pessoais e ocorrências diversas. Os adolescentes vão, através de uma crise potenciadora de energias, confrontar-se com esta problemática identitária.
Em suma, a identidade constrói-se nas experiências vividas através de um subtil jogo de identificações, em que o grupo é parte determinante na definição da mesma.
No final da adolescência o jovem obtém uma "identidade realizada". Ele será capaz, segundo Erikson, de sentir uma "continuidade interna" e "uma continuidade do que ele significa para as outras pessoas".
 
 Reflexão sobre a actividade: 
Achei os conteúdos dos artigos muito pertinentes e actuais. Os estudos realizados  pelos autores espelham as grandes ideias-chave inerentes à fase conturbada da adolescência.
É na adolescência que a definição da identidade ganha particular relevo, agudizando-se particularmente a definição da identidade sexual, do modo de estar no mundo, dos interesses e preferências e da quantidade e do tipo de relações que se criam com os outros, principalmente com os pares.
  

O contacto com os sites sociais e o uso que o adolescente faz dos mesmos permite-lhe explorar as diferentes facetas dos seus “eus”, das suas personalidades, como se de um laboratório de experiências se tratasse.

 

No entanto, é preocupante que o anonimato, que pode ser benéfico, pois reduz o grau de inibição, tanto leve a comportamentos positivos, como a outros altamente reprováveis.

 

 
Excerto do comentário postado dia 11/04/2009
 

 

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publicado por digi_portefolio às 21:14

Domingo, 29 de Março de 2009

A proposta de actividade:

Objectivo: Identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital.

Competências: Definir o perfil do estudante digital.

O que fazer?

1º) Constituição livre dos grupos de trabalho (4 grupos com 4 elementos; 1 grupo com 5);

2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;

3º) Elaboração do perfil do estudante digital, num documento de Powerpoint;

4º) Apresentação do trabalho no Fórum 1 até ao dia 18 de Março

5º) Discussão no Fórum dos trabalhos apresentados entre os dias 19 e 25 de Março.

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"Estará o novo estudante digital mais preparado para o futuro do que o imigrante digital?" (Grupo Verde) O que pensam acerca desta questão?"

Penso que a impossibilidade de apresentar uma resposta taxativa a esta questão reside, em primeiro lugar, no facto de não conseguirmos saber com certeza o que vai ser o futuro. Numa análise superficial e ignorando a variável futuro, poderemos considerar que o estudante digital está, no mínimo, melhor preparado. Numa análise mais profunda, importa abordarmos três ideias fundamentais:

a) O futuro está a ser preparado por imigrantes digitais e não por estudantes digitais;

b) Os estudantes digitais estão a ser preparados por professores que são imigrantes digitais, com a agravante de, ainda recentemente, a Comissão Europeia ter apontado como meta urgente a preparação dos professores para o uso das TIC com fins educativos, seja ao nível da formação contínua, mas também ao nível da formação inicial, o que deixa antever que os professores que estão a ser formados ainda são imigrantes, pelo menos em termos de formação;

c) os imigrantes têm a vantagem de poder fazer um paralelo entre o digital e o Universo de Gutenberg, se é que me é permitido generalizar assim o período anterior ao digital. Os estudantes digitais não dispõem da experiência de vida que lhes permita fazer esse paralelo e tenderão a olhar para trás com um sentido negativo.

Tendo em conta estas ideias, penso que é, no mínimo, discutível se o estudante digital está melhor preparado para o futuro. No sentido do que referem os investigadores espanhóis Roig e Illera (2005), estará uma escola Low Tech preparada para formar estudantes/cidadãos para uma sociedade High Tech? Aqui é que poderá centrar-se a questão e não tanto na questão inicial, do estudante digital versus imigrante digital.

A este respeito, da escola, gostava de referir a seguinte ideia de Ruivo (2008): “Vivemos num novo milénio que pretende reconfigurar a sociedade, atribuindo-lhe um novo formato centrado em novas formas de receber e transmitir a informação, o que implica uma busca interminável do conhecimento disponível. Para alcançar tal objectivo, imputa-se à escola mais uma responsabilidade: a de contribuir significativamente para que se atinja o que se convencionou designar por analfabetismo digital zero. Para tal, a educação para a utilização das TIC precisa ser planeada desde o jardim-de-infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coacções, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes”.

Post por: João Carrega

 

(...) Os nativos digitais estarão mais bem preparados para o futuro se todos nós quisermos que o futuro seja essencialmente tecnológico. O que pretendemos do futuro? Que tipo de sociedade pretendemos que haja nos próximos anos?
As tecnologias foram e são essenciais à sobrevivência humana, mas não deverão ser um fim em si.
Edgar Morin, Os sete Saberes Necessários à Educação, refere que se deve ensinar a condição humana e a escola deverá preparar os alunos para afrontar as incertezas: “haverá que ensinar os princípios de estratégia” e é “necessário aprender a navegar num oceano de incertezas através de arquipélagos de certezas”.

Post por: Carlos Raminhos
 

Razões da escolha:

Seleccionei estas duas intervenções dos meus colegas por achar que, para além de apresentarem o perfil dos estudantes digitais que hoje temos perante nós, estas reflectem criticamente sobre as questões apresentadas indo ao encontro das nossas preocupações não só enquanto docentes, mas igualmente enquanto pais e cidadãos participantes na sociedade (imigrantes digitais ou não).

 

  

Reflexão sobre a actividade:

De acordo com o teor de trabalho sugerido, penso que se conseguiu um leque variado de trabalhos, muito diferentes a vários níveis o que foi muito positivo, porque nos permitiu enriquecer a discussão posterior no fórum.

Estudante Digital vs Imigrante Digital?

Segundo Prensky, os alunos de hoje não só mudaram significativamente em relação aos estudantes do passado, em termos de gíria, indumentária, acessórios e ornamentos corporais ou estilos, como também alteraram a sua maneira de pensar e de processar a informação. As razões para tal prendem-se com o ambiente ubíquo e o seu crescente volume de interacção.

São os nativos digitais que nasceram e cresceram rodeados de computadores, videojogos, leitores de CDs, câmeras de vídeo, telemóveis e muitos outros "brinquedos" e instrumentos da idade digital.

Como resultado destas múltiplas experiências, os padrões de pensamento também mudaram.

Outra conclusão a que a grande maioria dos participantes no fórum chegou é que os alunos podem ajudar professores a  compreender a sua linguagem no mundo digital, mas precisam de professores que os ajudem aprender outras coisas que não se resumam a apenas usar a tecnologia, ou seja, os estudantes precisam de professores que os auxiliem a desenvolver as suas habilidades e competências para a vida, para o mundo, para si próprios e para que sejam capazes de usar, de forma proficiente, as ferramentas de que já dispõem e sabem como operar.

sinto-me: inspirada
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publicado por digi_portefolio às 02:09

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