Proposta de actividade:
Grelha de Análise de Sites Sociais de Jovens
Objectivo: Identificar as marcas identitárias da adolescência em sites sociais de jovens.
Competências: Construção de uma grelha de análise de marcas identitárias em sites sociais de jovens. Análise de um site social de jovens, tendo por base a grelha construída.
O que fazer?
1º) Constituição livre de grupos (4 elementos);
2º) Construção da grelha de análise de sites sociais de jovens e escolha do site a analisar (Hi5, Facebook, MySpace, entre outros);
3º) Testagem por cada grupo da grelha definida, no site proposto para análise e elaboração de um pequeno texto de conclusões (1/2 páginas) no Fórum 4, até ao dia 31 de Maio;
4º) Discussão conjunta no Fórum 4 das análises realizadas, entre os dias 01 e 12 de Junho.

Em primeiro lugar gostaria de felicitar todos os grupos que levaram a bom porto o desafio lançado pela professora. As análises e conclusões tiradas revelaram-se muito interessantes, não obstante disporem apenas de uma pequena amostragem de páginas pessoais.
No entanto, da análise conjunta de todos os trabalhos pudemos chegar a conclusões que permitem destacar algumas marcas identitárias presentes nos sites sociais objecto de estudo e que encontram confirmação nos textos previamente estudados.
Os perfis que os jovens criam e onde colocam fotos, vídeos, músicas e outras informações pessoais, mostram claramente a necessidade que estes sentem em se exaltarem perante os pares e, por outro lado, em receberem feedback constante. É frequente solicitarem visitas e comentários aos seus próprios perfis, o que confirma aquela necessidade de validação e aceitação.
Coleccionar amigos parece ser igualmente um passatempo indispensável para os adolescentes, ouvindo-se muitas observações do género “ já tenho 534 amigos no Hi5, e tu?” A própria definição do programa permite o entrosamento dos utilizadores noutros perfis de amigos, sendo facilitada a sua multiplicação.
Os comentários recebidos não são proporcionais ao número de amigos que possuem, relacionando-se mais com as fotos apresentadas (em poses estudadas e pouco espontâneas) e com alguns eventos pontuais ocorridos no seio do grupo de amigos offline.
A apresentação das páginas pessoais também mereceu observações que marcam as diferenças entre géneros , nomeadamente no que diz respeito à utilização das cores e dos conteúdos disponibilizados.
As meninas recorrem mais às cores vivas, com motivos alegres e tipicamente de cariz feminino. Os rapazes preferem um estilo mais duro e sóbrio, optando pelas tonalidades escuras e frias. A linguagem (netspeak) surge muito misturada com as emoticons, não indo muito além de banalidades e conversas futéis. Parece não ser preocupação dominante escrever com alguma correcção e cuidado, antes pelo contrário. Não é raro o uso do calão, da gíria e até do insulto.
A exposição de fotos e imagens de forma indiscriminada foi uma das preocupações aqui manifestadas e da qual partilho, pois consideramos que a net é um espaço aberto a todos, inclusive a invasores de índole diversa, que poderão entrar, insinuar-se muitas vezes de forma dissimulada e invadir espaços, primeiro online, depois saltando para a RL, onde infelizmente se conhecem muitos casos em que muitas “presas” são apanhadas nas malhas desses predadores ignóbeis.
Não posso deixar de terminar, reiterando a convicção de que existem efectivamente muitos factores que motivam o uso e recurso a estas redes sociais e que estas constituem importantes meios de socialização e incremento da auto-estima dos adolescentes, bem como da formação da sua identidade. Contudo, à semelhança do que já aqui foi referido, considero urgente uma intervenção regrada a nível da utilização destes meios, alertando, (in)formando, acompanhando e ajustando atitudes e posturas face aos mesmos.
Mensagem postada em: 13-06-2009
(...)
Como o Paulo afirmou "A função dos sites sociais é manter uma comunicação permanente entre os jovens , com o estabelecimento de uma rede de relacionamentos." Adoptado que foi o provérbio "amigo de meu amigo, meu amigo será", o número de amigos é um dado importante e que confere "status" ao utilizador. Isto impossibilita o uso de uma linguagem mais reflectida ou o tratamento de qualquer assunto de um modo mais profundo, porque exige eficácia e rapidez na interacção. Também pode explicar a esmagadora maioria de interacções positivas observadas.
Tudo isto é um reflexo do modo como a tecnologia nos influencia. Lembro que há duas ou três décadas falava-se no discurso telefónico: por influência da utilização do telefone as pessoas usavam frases curtas, bem mais perceptíveis numa comunicação à distância, na sua vivência normal. A comunicação em redes sociais faz-se adaptada a estes meios. No processo, a própria mentalidade dos jovens, está seguramente a modificar-se. Quando pensamos na leitura, muitos jovens deixaram pura e simplesmente de ler (eles próprios o afirmam) fora do ambiente escolar, embora tenham conhecimentos mais profundos e extensos sobre os assuntos que lhes interessam, que a geração anterior na sua idade, devido à utilização dos media digitais.
É pertinente a interrogação sobre a possibilidade de utilização destas redes pelos educadores, o que irá acontecer, em termos gerais e num futuro não muito distante. Não nos podemos esquecer que esta revolução está no início e a começar a acelerar.
Um abraço
JPC
P.S. Têm o vosso perfil actualizado? 
Mensagem postada por João Paulo Curto em:12-06-2009
Razões da escolha:
No que diz respeito ao primeiro post, considerei que o mesmo contem uma boa súmula de todas as análises efectuadas aos sites que foram objecto de estudo de todos os grupos de trabalho, para além de não ter esquecido de mencionar a importância da informação e da segurança inerentes a este tipo de sites.
Desta feita, foram destacadas algumas marcas identitárias presentes nos sites sociais (Hi5, Orkut) e que encontram confirmação nos textos previamente estudados.
Quanto ao post do colega João Paulo, este aborda esta temática sob o ponto de vista sociológico, reflectindo acerca das implicações deste tipo de sites e dos media digitais na vida social e na comunicação entre as pessoas.
Reflexão sobre a actividade:
A partir da construção de uma grelha de análise de marcas identitárias em sites sociais de jovens, os grupos musicais analisaram um site social, tendo por base a grelha construída. Considerei uma actividade bastante interessante, na medida em que nos permitiu fazer uma pequena reflexão sobre os novos interesses sociais dos jovens. Ao possibilitar múltiplas formas de interactividade e de comunicação, estes mantêm e reforçam igualmente os relacionamentos pré-existentes offline e também abrem espaço para o jogo de construção de múltiplas identidades.
Por outro lado, estes sites possibilitam a expansão das redes de relacionamento com pessoas anteriormente desconhecidas, assim como o esbatimento das fronteiras entre os mundos offline e online.
Foi curioso constatar que também estes sites sociais são paragens dos imigrantes digitais. Para estes, o Hi5, é também uma partilha de espaço e ideias. Dos vários sites visionados, existem também muitos imigrantes digitais, na sua maioria pessoas com idades superiores aos 30 anos.
Eis o trabalho do Grupo Hip-Hop.
Para visualizar clique aqui.
